Saneamento Básico

 

Fundamental ao desenvolvimento equilibrado do concelho de Alcoutim, o saneamento básico (drenagem e tratamento de esgotos domésticos) tem sido uma das principais áreas em que a autarquia tem investido.

Num concelho com características rurais e mais de cem  localidades dispersas entre si, constitui um esforço hercúleo equipar a totalidade do território, no entanto, o esforço desenvolvido têm-se reflectido no aumento da população coberta por esta infra-estrutura. Em 2002, apenas as sedes de freguesia (Alcoutim, Pereiro, Giões, Martinlongo e Vaqueiros) usufruiam deste serviço, o que representava apenas 35% da população. Contudo, actualmente, já serve 50 % dos habitantes, estando previsto, a breve prazo, o seu aumento para os 60 %.

Os sistemas de esgotos existentes no concelho são os seguintes:

Sistema de Esgotos

Tipo de ETAR

Estações Elevatórias existentes

Extensão aproximada da rede de esgotos (metros)

Alcoutim

Lamas activadas

(tratamento terciário)

Três

3700

Balurcos

(Freguesia de Alcoutim)

Compacta de lamas activadas

(tratamento secundário)

Duas + Seis compactas

7280

Barrada

(Freguesia de Martinlongo)

Em Construção

Cortes Pereiras

(Freguesia de Alcoutim)

Compacta de lamas activadas

(tratamento secundário)

-

4710

Santa Marta

(Freguesia de Alcoutim)

Compacta de lamas activadas

(tratamento secundário)

Uma compacta

2120

Pereiro

Em construção

-

1000

Giões

Em construção

-

2200

Martinlongo

Em construção

-

5740

Álamo, Corte das Donas, Guerreiros do Rio, Laranjeiras, Montinho das Laranjeiras

(Freguesia de Alcoutim)

Em construção

Santa Justa

(Freguesia da Martinlongo)

Em construção

Pessegueiro

(Freguesia de Martinlongo)

Compacta de lamas activadas

(tratamento secundário)

-

1850

Vaqueiros

Em construção

-

1400

Estações de Tratamento de Águas Residuais do Concelho

ETAR de Alcoutim

Nível de tratamento: Terciário

Entrada em funcionamento: 2000

Capacidade de atendimento: 800 habitantes equivalentes

A ETAR de Alcoutim tem como objectivo assegurar três níveis de tratamento: 
- Primário: através de uma grade mecânica;
- Secundário: através de lamas activadas de baixa carga, composto por arejamento prolongado, seguido de decantação secundária com recirculação de lamas;
- Terciário: através de uma filtração pressurizada seguida de uma foto-oxidação por ultra-violetas, estando igualmente prevista a adição de um floculante, a montante da filtração e de hipoclorito, para limpeza dos referidos filtros.

Órgãos de tratamento
• Obra de entrada – Estão instaladas duas grelhas em aço, de diferente secção de forma a reterem, numa primeira fase, os sólidos mais grosseiros e, em seguida, os de menores dimensões. A primeira grelha é constituída por barras com secção de 32 mm x 8 mm, afastadas entre si de 30 mm. A segunda compõe-se de barras idênticas, mas com afastamento de 15 mm.

• Tanque de arejamento – O arejamento é efectuado num tanque em betão armado, a que correspondem as dimensões 8,0 x 8,0 x 3,0 m, munido de um electro agitador.

• Decantador secundário – A decantação secundária é realizada num tanque de betão cilindro-cónico, com uma área de decantação total de 19,6 m2. A entrada de água neste órgão é feita pela parte central, e a saída por um descarregador periférico. As lamas decantadas são removidas, por elevação, para os leitos de secagem, sendo o caudal de descarga das mesmas aproximadamente igual a 200 l/h, regulado por meio de uma válvula telescópica.

• Leitos de secagem – A secagem das lamas provenientes do decantador demora 30 dias, pelo que existem 6 leitos de secagem, com dimensões de 10,0 x 6,0 x 6,0 m.

• Unidade de Ultra-violeta – A unidade de UV é responsável pelo tratamento terciário. O funcionamento do tratamento terciário consiste numa filtração pressurizada seguida de uma foto-oxidação por ultra-violetas. Como complemento ao tratamento por foto-oxidação, está prevista a adição de floculante, a montante da filtração, e de hipoclorito, para limpeza dos referidos filtros.

Esquema de tratamento

esquema de tratamento

ETAR de Balurcos

Nível de tratamento: Secundário

Entrada em funcionamento: Agosto de 2003

Capacidade de atendimento: 500 habitantes equivalentes

A ETAR de Balurcos é compacta superficial tipo Minibloco AP 500.

ETAR de Balurcos

O tratamento inicia-se com a remoção dos sólidos grosso, que é realizada na entrada, num compartimento de chegada do efluente gradado, incorporado no próprio contentor da ETAR. Este tratamento preliminar é constituído por uma grelha manual, com espaçamento entre barras de 20 mm e um trop-plein.

A depuração do efluente é efectuada por um processo de tratamento biológico aeróbio com população bacteriana suspensa em forma de lamas activadas. Após a gradagem, o efluente passa à zona de arejamento onde o ar insuflado pelos difusores “Vibrair” assegura a mistura completa do efluente com as lamas recirculadas e a proliferação de microrganismos.

As lamas activadas assim formadas, entram no compartimento de clarificação (decantador) pelas aberturas sifóides de transferência.

As lamas em excesso são extraídas para um compartimento independente, próprio para o efeito. Esta operação efectua-se abrindo a válvula de macho esférico manual que permite a entrada de ar na tubagem que conduz as lamas para o poço de extracção de lamas.

Esquema de tratamento

Esquema de tratamento2

Legenda:

1

Grupo electro-compressor

8

Orifício de transparência

2

Entrada de água bruta

9

Recirculação de lamas

3

Arejamento prolongado

10

Bombagem de espumas

4

Decantação

11

Alimentação de ar

5

Recolha de água tratada

12

Orifícios anti-impulsão

6

Recolha de espumas

13

Difusores Vibrair

7

Parede deflectora

 

 

ETAR de Cortes Pereiras

Nível de tratamento: Secundário

Entrada em funcionamento: Dezembro de 2004

Capacidade de atendimento: 233 habitantes equivalentes

A ETAR é constituída por uma unidade compacta tipo ComPur-C modelo 22.250, construída em aço carbono ST-37.2 com acabamento anti-corrosivo não tóxico. Realiza um tratamento secundário das águas residuais através de lamas activadas.

Órgãos de tratamento
A unidade de tratamento é constituída por:
• Obra de entrada – Órgão composto por grades, de forma a reterem os sólidos grosseiros.
• Pré-sedimentador e armazenamento de lamas – Compartimento fechado, com tampas de visita e ventilação, com um volume útil aproximado de 14,0 m3.
• Tanque de arejamento – Compartimento fechado de lamas activadas com arejamento com um volume útil aproximado de 25,0 m3. Possui um arejador tipo Tornado 3 cv.
• Decantador secundário – Compartimento fechado para decantação final com um volume útil aproximado de 6,5 m3. Está equipado com uma bomba de recirculação e evacuação de lamas.

Esquema de tratamento

esquema de tratamento3

Legenda:

A

Pré-sedimentação e armazenamento de lamas

E

Passarela

A1

Ventilação

F

Compressor submersível

B

Tratamento Biológico (lamas activadas)

G

Difusores

C

Decantação com separador de lamelas

H

Saída de água tratada

D

Entrada de água a tratar

 

 

ETAR de Santa Marta

Nível de tratamento: Secundário

Entrada em funcionamento: Julho de 2005

Capacidade de atendimento: 151 habitantes equivalentes

A ETAR é constituída por uma unidade compacta tipo ComPur-C modelo 25.150, construída em aço carbono ST-37.2 com acabamento anti-corrosivo não tóxico. Realiza um tratamento secundário das águas residuais através de lamas activadas.

Os órgãos de tratamento e o esquema de tratamento da ETAR de Santa Marta são idênticos aos descritos para a ETAR de Cortes Pereiras.

ETAR de Pereiro

Nível de tratamento: Primário

Entrada em funcionamento: 1986

Capacidade de atendimento: 270 habitantes equivalentes

A ETAR de Pereiro, constituída por uma fossa séptica colectiva, é composta por dois compartimentos em betão armado, cobertos, possuindo cada um deles as seguintes dimensões:
Altura - 2,45 m
Altura da coluna de água - 2 m
Largura - 2,5 m
Comprimento - 6 m

ETAR de Giões

Nível de tratamento: Primário

Entrada em funcionamento: 1986

Capacidade de atendimento: 270 habitantes equivalentes

A ETAR de Giões, constituída por uma fossa séptica colectiva, é composta por dois compartimentos em betão armado, cobertos, possuindo cada um deles as seguintes dimensões:
Altura - 2,45 m
Altura da coluna de água – 2,00 m
Largura - 2,50 m
Comprimento – 6,00 m

ETAR de Martinlongo

Nível de tratamento: Terciário

Entrada em funcionamento: 1987

Capacidade de atendimento: 500 habitantes equivalentes

Órgãos de tratamento

• Obra de entrada – Câmara de grades, constituída por uma caixa de betão com grelha de varões de 2 cm de diâmetro, afastados 3 cm, com inclinação de 45 º
• Lagoa facultativa – Este órgão efectua o tratamento biológico, com remoção de cargas poluentes. Possui um volume útil de 2790 m3 e uma altura de coluna de água de 1,5 m.
• Lagoa de maturação – Nesta lagoa processa-se o último estágio do tratamento biológico, fundamentalmente a remoção de coliformes fecais. Possui as seguintes dimensões:
Altura da coluna de água: 1 m
Volume: 196 m3
Comprimento à superfície: 30,3 m
Largura à superfície: 10,1 m
Comprimento de fundo: 24,3 m
Comprimento de fundo: 4,1 m

ETAR de Pessegueiro

Nível de tratamento: Secundário

Entrada em funcionamento: Dezembro de 2002

Capacidade de atendimento: 300 habitantes equivalentes

A ETAR de Pessegueiro é compacta superficial tipo Minibloco AP 300.

O funcionamento, os órgãos de tratamento e o esquema de tratamento da ETAR de Pessegueiro são idênticos aos descritos para a ETAR de Balurcos.

ETAR de Vaqueiros

Nível de tratamento: Primário

Entrada em funcionamento: 1986

Capacidade de atendimento: 230 habitantes equivalentes

A ETAR de Vaqueiros, constituída por uma fossa séptica colectiva, é composta por dois compartimentos em betão armado, cobertos, possuindo cada um deles as seguintes dimensões:
Altura - 2,35 m
Altura da coluna de água – 1,90 m
Largura - 2,35 m
Comprimento – 5,60 m